script com funções para automação do site

DEVO Brasil, um site feito por fãs da verdadeira banda da de-evolutionhome | biografia | discos | videografia | enquetes | destaques | Planeta Terra 2007 | quem somos? | links | fale conosco

DESTAQUESenergy dome

Morreu Bob2, com 61 anos :-(

Morre Alan Myers, terceiro baterista de DEVO :-(

Futurama conta com DEVO em seu centésimo episódio

Programa infantil conta com Mark Mothersbaugh

DEVO participa do game Rock Band

DEVO processa McDonalds

Mark Mothersbaugh recebe título de Doutor Honoris Causa

DEVO abre temporada de shows em 2008

Formando em Jornalismo apresenta trabalho acadêmico sobre DEVO

Falha Ridicula

hacked by r3d_s0urc3

11

leia todos os destaques

 

energy domePLANETA TERRA

Saiba mais sobre a apresentação histórica do Devo no Planeta Terra 2007 na seção especial que dedicamos à volta dos spudboys ao Brasil.

 

energy domeBIOGRAFIA

Não sabe o que é DEVO? Sabe um pouco e gostaria de saber mais? Quer conhecer alguns detalhes obscuros e curiosidades sobre a real de-evolution band? Leia a biografia escrita por Caio de Mello Martins especialmente para o DEVO Brasil.

 

LINKSenergy dome

Quer conhecer outros sites sobre DEVO? Visite nossa página de links e expanda seu conhecimento sobre a verdadeira banda da de-evolution.

 

entre em contato conoscoContribua com o projeto DEVO Brasil enviando curiosidades, informações, críticas e sugestões. Use nossa página de contato e faça parte dessa história.

NOW IT CAN BE TOLD!

home :: coletâneas :: Resenha de Hardcore Devo vol. 2 1974-1977

Hardcore Devo vol. 2 1974-1777 (1991)

Hardcore Devo vol. 2

O dadaísmo em plena forma

Das duas edições da coletânea Hardcore Devo, o volume 2 é de longe o mais inconsistente dos dois. O que significa dizer, também, dono de algumas das músicas mais descompromissadas da banda. Em algumas faixas, Jerry e Mark provam estar no auge, em se tratando de ironia cortante e senso de humor totalmente inclinado ao absurdo.

A coisa aqui se desenrola sem medir palavras ou economizar no vulgar ? é poética de-evolucionária no estado mais cru possível. Como fiel exemplo disso, temos manifestações sempre grosseiras do eu-lírico: "I Need a Chick" já diz o bastante com seu título; "Baby Talkin' Bitches" parece incorporar o espírito do Mick Jagger de início dos anos 60: misógino, sexualmente frustrado e intelectualmente meio rasteiro; "The Rope Song", por sua vez, retrata um homem preso a uma mulher não por amor, mas por uma "corda retrátil", que ele sempre usa para puxá-la quando não tem nada melhor para fazer; e "U Got Me Bugged", uma cacofonia industrial com vocoder, é uma das melhores canções da "época do porão": o amor, da forma mais repugnante possível, é retratado como uma doença contraída por meio de uma praga. O narrador, sob o efeito de um "curto-circuito", é transformado em um verme indefeso, contorcendo-se para deleite do transmissor.

As histórias contadas nas músicas não têm qualquer compromisso com lógica ou eloqüência. No entanto, você sabe que o final aguarda um desfecho quase sempre perverso ou cretino - tão absurdo e irreal quanto um mundo regredido, esgotado pelo espetáculo banal da linguagem do marketing e da indústria de entretenimento. Então, para apimentar mais um pouco a palhaçada, ria o quanto quiser de "Chango", o herói fracassado que culpa a todos por não ter sido amamentado quando bebê; ou, melhor ainda, do relato do narrador de "Fraulein", que é frentista e engana a si próprio tentando nos convencer que seu emprego, alienado e submetido à cobiça da massa de desempregados, é dos mais imprescindíveis do mundo.

Como atrativos, há ainda a paródia idiótica de "The Monkees" (um dos maiores símbolos de bandas-marionetes, simulacros hiper-estilizados) feita em "Goo Goo Itch". Um dos itens fundamentais desse álbum é "Be Stiff", que batizou o primeiro EP da banda em 1977 e conta com ótima letra de Bob Lewis, com aquela linguagem meio lisérgica, aleatória e distópica dos beatniks. Para completar, "Fountain of Filth", que parece contar já com o baterista Alan Myers, é a música mais rápida e contagiante do álbum e assemelha-se, mais que qualquer outra canção dos Hardcore Devo, do tipo de material que seria gravado mais tarde no début.

É evidente que precisamos considerar que este álbum possui 21 faixas, e que há várias faixas dispensáveis, em diferentes graus. Mas, dada a oportunidade de se ouvir repetidamente esse material, o sentimento é satisfatório: esses garotos de Ohio tinham uma cabeça muito astuta, e certamente sabiam adaptar os aspectos mais experimentais do dadaísmo ao seu tempo.

Caio de Mello Martins
02 Jan 2009

Este site não tem fins lucrativos, sendo apenas uma iniciativa de fãs e devendo ser considerado unicamente como uma homenagem à banda DEVO. No ar desde 11 Abr 2008. Conheça nossa Política de Privacidade.