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Depoimento por Alan Carvalho

Não sou muito de ir a shows. Na verdade, fui em pouquíssimos shows apenas e até cheguei a perder um do Iron na década de 90 - dormi demais e perdi a hora do show. Mas quando eu fiquei sabendo que o Devo vinha para o Brasil não poderia deixar de ir, mesmo sendo o local do show nos quintos dos infernos (para mim) e o ingresso uma pancada no meu bolso.

Comprei o ticket na FNAC da Av. Paulista e uma semana antes fui fazer um reconhecimento do local, pois sabia que o bicho ia pegar no dia: ruas fechadas, trânsito, estacionamento etc etc etc. Realmente o local era bem longe - duas horas para ir e mais duas para voltar (isso pois fui num sábado). Cheguei lá e os caras estavam praticamente construindo o local. Confirmei com um funcionário da obra se o show seria lá mesmo e fui pra casa, maluco para que a semana passasse logo.

Que nada...chegaria o Natal mas não o histórico dia 10 Nov 2007. Minha esposa ia fazer uma yellow suit para mim com TNT (tecido-não-tecido), mas no fim não deu certo e eu acabei conseguindo fazer uma camiseta preta com um logo do Devo que eu baixei de um site.

Sabadão e vamos lá. As duas horas de trânsito foram facilmente vencidas com uma overdose de Devo. Cheguei no local antes de abrir os portões, pois mesmo sabendo que Devo seria a penúltima banda no main stage eu queria garantir meu lugar na fila do gargarejo. Tudo bem que eu teria de aguentar quase dez horas de shows de bandas que ou eu não conhecia ou pouco me interessavam, a exceção do Pato Fu. Poderia destacar como uma boa surpresa o pessoal do Instituto que mandou ver num belo show de homenagem ao mestre Tim Maia. Mas de resto eu poderia passar sem numa boa.

Diria que a maior parte da platéia até o show da Lily Allen (de quem eu nunca havia ouvido falar até então) era composta pela molecada que justamente foi assistir à patética apresentação da garota, achando tudo aquilo o máximo. Dava pra ver um ou outro gato pingado com uma camiseta do Devo, mas quando o final da apresentação de Lily Allen foi chegando...

Quase 23h40 e mal dava para se mexer ali perto do palco. Todo mundo e mais um pouco estavam lá para o retorno histórico de Mark Mothersbaugh, Jerry Casale e companhia. Mesmo no escuro era possível ver o pessoal montando o circo para a entrada triunfante de nossos heróis e soubemos que o Planeta Terra 2007 ia realmente começar quando aquele famoso vídeo começou a ser reproduzido nos telões localizados nos dois lados do palco. O bicho ia pegar mesmo.

O vídeo foi passando, a galera se agitando mais e mais e, quando os spudboys começaram detonando com That's Good foi a energia máxima. Os caras nas velhas yellow suits, com seus não menos famosos energy domes, Mark Mothersbaugh, Bob Mothersbaugh, Jerry Casale, Bob Casale e o Josh Freese mandando ver na bateria. Quem assistir ao vídeo que está no site do Terra vai perceber que o microfone do Mark falhou no início de That's Good, mas a galera não deixou por menos e pode-se ouvir claramente o coro de mais de 10.000 pessoas cantando por mais de um minuto até os caras da mesa darem um jeito de nos deixar ouvir os vocais do Devo.

E não era só a música, mas a interação dos cinquentões com a platéia. Lá pelo meio de Whip It começou o lançamento dos energy domes e quando chegaram no final da música já estavam sem "nada na cabeça".

O cover de Secret Agent Man foi executado com brilhantismo, com uma guitarra suja e pesada, assim como foi Satisfaction, o que creio ter sido a versão mais pesada dessa música executada até hoje. Aliás, foi em Satisfaction uma das maiores desafinadas do Mark, que parecia aquele adolescente cuja voz oscila de alto a baixo de uma vez. E pode-se notar a insatisfação da banda com o sistema de som (os caras taparam literalmente os ouvidos para não ouvir a microfonia).

Em Uncontrollable Urge a spudaiada ficou maluca, incluindo aqueles que estavam em cima do palco. Satisfaction pareceu meio que um descanso para o festival de yellow suits que começariam a ser rasgadas e os caras indo de um lado para o outro no palco. E volta a microfonia. E depois os quatro (o Josh não tinha como sair da bateria) na formação típica do centro do palco para o final da música.

Em Mongoloid houve um show a parte de Mark, que se apresentou com pompons daqueles de cheerleaders, pulando e correndo de um lado para outro do palco.

"How many people tonight! Think...de-evolution is real". Esse foi o preâmbulo dos acordes iniciais de Jocko Homo, quando não apenas eles se livraram de vez das yellow suits como receberam a "visita" da Fernanda Takai que entrou de brincadeira no palco como se fosse uma fã ensandecida para pegar um pedaço do traje de algum deles. E lá embaixo a massa gritava e pulava "We are Devo!...D-E-V-O...".

O encerramento da primeira parte do show veio com Gates Of Steel, com direito a mais uma desafinada do Mark e depois com Devo Corporate Anthem, como se fosse aquela hora em que passam os créditos no final do filme, uma coisa meio "Devo Inc. apresentou".

Mas logo eles voltaram à toda com uma palhinha do hino dos EUA e já engataram Freedom Of Choice, com direito a coreografia e tudo. Mais uma música executada com competência.

E por fim Beautiful World, com direito a Booji Boy cantando em falseto e jogando bolinhas de borracha para a platéia e "yabba-dabba-doo". Acho que essa música meio que sintetiza a questão da de-evolution, ainda mais se você assiste ao clipe. Para mim foi uma ótima escolha para o fechamento do show que durou pouco mais de 1h.

Saí moído e quase que me arrastando em direção à saída logo que o show (com S) do Devo terminou, mas certo de que valeu à pena esperar mais de 20 anos e umas quase dez horas em pé. Espero que voltem logo ao Brasil. Se depender da recepção da galera no Planeta Terra, será uma certeza.

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